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Este site foi concebido, em colaboração, por Marta Areosa e José Capela.

Jorge Andrade, diretor artístico da mala voadora, é ator, encenador, dramaturgo e programador (por esta ordem). Ensina na Escola Superior de Teatro e Cinema do IPL.

José Capela, diretor artístico da mala voadora, é arquiteto e cenógrafo. É docente da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, e investigador do Lab2PT.

João Fonte, diretor técnico da mala voadora, é arquiteto. Tem conhecimento e experiência nas diversas áreas técnicas do espetáculo. É autor, com José Capela, do projeto de arquitetura de Campilhas.
joaofonte@malavoadora.pt 

Joana Mesquita Alves, diretora de produção da mala voadora, é arquiteta, trabalhou como produtora na área do cinema e, agora, do teatro. É uma excelente cozinheira.
joanaalves@malavoadora.pt 

Sofia Freitas, produtora, colabora connosco desde que terminou a sua formação, tendo como base o edifício da Rua do Almada. Tem tido a capacidade de cumprir funções bastante diversas dentro da companhia.
sofiafreitas@malavoadora.pt 

Cláudia Teixeira tem uma longa experiência na área da produção de teatro. Colabora com a mala voadora em part-time, assim como com outras estruturas. Agora, está ocupada com ser mãe.

Inês Soares Lopes, produtora, está particularmente empenhada nas questões de acessibilidade. Ocupa os seus tempos livres a dançar Bhangra.
ineslopes@malavoadora.pt 

Rita Monteiro, atriz e técnica cultural, tem sido responsável por todas as atividades da mala voadora no concelho de Santiago do Cacém.
ritamonteiro@malavoadora.pt 

Luís Rabaçal, técnico, dá apoio às produções da companhia e à programação do Porto.

A mala voadora é uma organização cultural com uma ação compreendida entre as artes e o pensamento reflexivo. Na sua génese encontra-se a conceção de espetáculos de teatro mas, a pouco e pouco, a mala voadora foi expandindo a sua rede de atividades, que passou a incluir o trabalho de outros artistas, a organização de encontros e ações de formação, pessoas com dificuldade em aceder a práticas artísticas, o ensaio de nexos de produção pós-disciplinares, livros, jantares e festas, entre outros.

Por vezes, dedicamo-nos a temas com relevância social; outras vezes, deambulamos por coisas que poderão escapar a nexos reconhecíveis (é outro tipo de política). Para fazer tudo isto, temos vindo a contar com parceiros institucionais e entidades financiadoras a quem devemos muito. Mas temos vindo a fazer um grande esforço de investimento em dois equipamentos próprios: um na cidade do Porto; outro em contexto rural, junto à Barragem de Campilhas, no Concelho de Santiago do Cacém.

A mala voadora foi fundada em 2003 por Jorge Andrade e José Capela e, desde então, tem contado com a colaboração de muitas pessoas, de muitas áreas, várias das quais acabaram por fazer parte do nosso ADN (devemos-lhe isso). A diversidade dos artistas nacionais e internacionais que a mala voadora convida para os seus projetos determina também a diversidade dos seus espetáculos, que podem assim aproximar-se mais do cinema ou de um concerto, de um comício ou de banda desenhada, de um documentário ou de um baile.

Já apresentámos espetáculos em diversos países: Austrália; Alemanha, Bélgica, Bósnia Herzegovina, Brasil, Cabo Verde, Escócia, Eslovénia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Polónia e República Checa.

A mala voadora situa-se no edifício com os números 277 e 283 da Rua do Almada, a poucos metros da Câmara Municipal do Porto (ver mapa). Júlio José de Brito, reconhecido arquiteto e engenheiro portuense, concebeu-o no final da década de 1930 (ao mesmo tempo que projetava também o Teatro Rivoli) para ser um armazém de ferro e aço. É um edifício invulgar no contexto da cidade – uma obra expressamente modernista inserida na continuidade das habitações tradicionais do centro do Porto. É invulgar também por ter sido concebido como um “armazém na vertical”, com vários pisos, contrariando o habitual desenvolvimento em extensão horizontal deste tipo de equipamento. Como o lote era relativamente reduzido, a área de armazenagem teve de ser alcançada somando a área de pisos sobrepostos e, dado o peso do metal, isto exigiu uma estrutura forte. Tal como Brito explicava nas suas aulas no curso de arquitetura, esta obra foi para ele um laboratório de uso de betão armado. A estrutura foi calculada para uma carga de 6 toneladas/m2.

Atualmente, o edifício admite usos muito diversos, sendo constituído por: (1) Sala H – uma black-box com bancada retráctil com capacidade para 50 pessoas; (2) Sala G – sala polivalente, com zona de apoio de bar e instalações sanitárias, incluindo instalações para pessoas com mobilidade reduzida; (3) a “Piscina” – um terraço polivalente, com zona de apoio, (4) dois estúdios autónomos, com capacidade para alojar até 4 pessoas cada um.

O Campo Cultural de Campilhas situa-se junto à Barragem de Campilhas, na freguesia de Cercal de Alentejo, concelho de Santiago do Cacém (ver mapa). Na sua totalidade, o equipamento deverá vir a incluir um conjunto de seis edifícios habitacionais, cada um deles com um espaço de trabalho com características diferentes, desde um grande auditório até uma pequena ruína, passando por espaços por um estúdio de som e um estúdio de pintura. Como estes espaços de trabalho têm entradas independentes, a ocupação dos edifícios pode resultar de múltiplas combinações diferentes, de acordo com as necessidades das várias equipas em residência ou dos eventos programados. O projeto assenta em princípios de sustentabilidade, seja através da escolha dos sistemas construtivos dos edifícios construídos de raiz (construídos com a terra do próprio terreno), seja através da reciclagem de construções pré-fabricadas. Recorre-se ainda a técnicas de climatização enraizadas na tradição local, a energias renováveis, a coberturas feitas com painéis fotovoltaicos, e a reservatórios de água para a sua reutilização.

O projeto é da autoria dos arquitetos João Fonte e José Capela, contando com a participação de Jorge Andrade. Neste momento, encontra-se concluída apenas uma parte do conjunto – quatro edifícios autónomos equipados com cozinha – com um total de 8 quartos. A sala de ensaios tem cerca de 100 m2.

Este equipamento é o epicentro de um conjunto alargado de atividades que a mala voadora se encontra já a desenvolver, alcançando os mais variados membros da comunidade local. O projeto tem-se centrado nas camadas da população com menos acesso às práticas culturais – alunos de escolas particularmente isoladas, utentes de centros de dia, pessoas desempregadas ou em processo de reintegração social, adolescentes, etc. – ao mesmo tempo que traz até a este território, para trabalharem em contacto com as comunidades locais, artistas com reconhecimento internacional. Adaptando-se e tirando partido da sua “ruralidade”, o programa encontra ainda no ambientalismo e na paisagem um dos seus eixos orientadores. A ecologia é assim tomada como matéria das práticas dos artistas e de variadas ações de formação.