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mala voadora

As Metamorfoses de Ovídio

Se “História Ocidental” nos diz que, no Renascimento, a cultura clássica serviu de referência à entrada num período de antropocentrismo, a mitologia clássica, por sua vez, é também um âmbito de miscigenação entre o humano e o não-humano. “Formas mudadas em novos corpos”. São isso as Metamorfoses de Ovídio: cerca de 250 narrativas sobre transmutações de seres humanos e sobre-humanos – deuses, ninfas, sátiros, monstros – noutros seres, e também “em pedras, fontes, rios, estrelas e muitas outras coisas”, para contar a História do Mundo. A mala voadora toma como referência as Metamorfoses de Ovídio para recriar a História do Mundo através de um conjunto de corpos pintados – figuras de natureza simultaneamente humana e abstrata, simultaneamente presentes e ficcionais, reconhecíveis e transcendentes. Um elogio da instabilidade das formas.

Ficha

concepção e direção Jorge Andrade com assistência de Maria Jorge . banda sonora Rui Lima e Sérgio Martins . fotografia José Caldeira . coprodução Câmara Municipal do Porto / Fórum do Futuro

Agenda

23 de Julho . 21h . Hosek Contemporary . Berlim