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mala voadora

Sangue na Guelra

Os muros da separação não chegam ao céu. Foi a partir desta inscrição numa igreja francesa que o texto do espectáculo nasceu. Então, construiu-se um muro imaginado, depois criou-se uma mulher e um homem que fossem nós, um lugar que fosse muitos, um tempo que fosse todos, uma guerra que fosse qualquer uma (com ou sem balas).

O texto Sangue na Guerra/Guelra/Guerra, da autoria de Fernando Giestas, publicado na colectânea “Oficina de Escrita Odisseia: textos escolhidos”, coordenação de Jean-Pierre Sarrazac e Alexandra Moreira da Silva, edição do Teatro Nacional São João (Dezembro, 2011), é a base dramatúrgica do espectáculo. O espectáculo nasceu do texto. Só isso. Agora é palco, é uma mulher e um homem, é carne e osso, corpos que respiram. Já não há texto, há teatro. Rogério de Carvalho, o encenador, fez com que o texto fosse, afinal, escrito pelos actores. Os autores do texto de palco são eles, Graeme Pulleyn e Rafaela Santos. E o autor do texto em papel, Fernando Giestas, sorri, atrás da cortina.

Ficha Técnica

encenação Rogério de Carvalho . texto Fernando Giestas . interpretação Graeme Pulleyn e Rafaela Santos . desenho de luz Jorge Ribeiro . co-produção Amarelo Silvestre e Teatro Viriato . produção executiva Tomás Pereira . fotografias Luís Belo . criação Amarelo Silvestre . apoio As Casas do Visconde, Teatro Experimental de Mortágua . agradecimentos Jean Pierre Sarrazac, Alexandra Moreira da Silva, Teatro Nacional São João, As Boas Raparigas..., Fernando e Palmira Giestas