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mala voadora

Nome

Partimos do universo das imagens antigas, abandonadas em feiras, esquecidas, deixadas para trás. Agarramos nesse fragmento de mundo para o deslocar no tempo, resignificá-lo, dar-lhe um sentido diverso do da sua origem, fazendo-o explodir em diferentes direções e sentidos. Percebendo essas imagens como ficções que contém realidades, e não o contrário, construímos um território de trabalho onde verdade e mentira se tocam e se confundem, onde aceitamos a ideia de que uma vida qualquer é construída por narrativas inventadas e que o futuro de uma imagem serve também, para reescrever o seu passado. Olhar para a vida das imagens desta perspectiva levou-nos a construir biografias inventadas, reconstruir fatos, fazer ficção ultrapassando os limites entre o que é nosso e o que é de outros. Este trabalho propõe o exercício de  imaginar que a nossa memória e o nosso esquecimento, aquela matéria absolutamente indispensável para nos tornarmos singulares, podem estar em qualquer corpo, em qualquer vida, num outro qualquer.

Ficha Técnica

criação e performance Carolina Campos e Márcia Lança . apoio dramatúrgico João Fiadeiro . desenho de luz Tasso Adamopoulos . produção VAGAR . co-produção Negócio ZDB e Atelier Real . apoio Fundação GDA