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mala voadora

Ambulatório AICA . Conversa com Paulo Pires do Vale e Delfim Sardo

No dia 16 de setembro, a mala voadora acolhe o segundo encontro no âmbito do programa Ambulatório AICA, a propósito da apresentação do livro sobre três instalações de Alberto Carneiro.

Entre 1968 e 1973, Alberto Carneiro (Coronado, 1937 – Porto, 2017) realizou três instalações que foram determinantes para o seu percurso e para toda a arte portuguesa posterior – O Canavial: memória-metamorfose de um corpo ausente, de 1968, Uma floresta para os teus sonhos, de 1970, e Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo, de 1973-1976. As três obras - em exposição na Culturgest Porto até o dia de 1 de outubro - compõem situações telúricas nas quais a presença do campo, recriado no espaço expositivo pela rigorosa e cuidadosa organização de elementos do ciclo da natureza, produzem para o espectador máquinas de viajar no tempo e no espaço.

A última destas peças, muito mais difícil de produzir porque inteiramente dependente do ciclo da Natureza, não é vista no Porto desde 1976, no Museu Soares dos Reis, na exposição que Alberto Carneiro aí realizou.

No âmbito de uma parceria com a Culturgest, a mala voadora acolhe os encontros do programa Ambulatório AICA  (Associação Internacional de Críticos de Arte) no Porto. Trata-se de um conjunto de encontros e conversas entre críticos, curadores e artistas em torno das exposições da Culturgest no Porto e em Lisboa. A tipologia informal destas conversas abertas ao público pretende trazer para a discussão temáticas suscitadas pelas exposições, alargando o seu âmbito através do diálogo entre perspetivas diversas e, por vezes, contraditórias.